Claro que ficaram muitas de fora...mas quem sabe num próximo post? ;)

Creditos pelas montagens: Frases de Smallville



Tendo estreado nos cinemas em 1978, Superman - O Filme é considerado, ainda hoje, a versão definitiva do personagem pela maioria dos fãs e pelo grande público de modo geral. Após versões diversas no rádio, na televisão e no próprio cinema, foi a película estrelada por Christopher Reeve que abalou o mundo com mais força, tornando-se um marco na história do cinema e o padrão para adaptações de quadrinhos de super-heróis. O cartaz promocional apresentava a frase emblemática "Você vai acreditar que o homem pode voar". Quase três décadas depois, não há dúvidas de que o objetivo foi alcançado.
Tudo começou quando os produtores Alexander e Ilya Salkind solicitaram à DC Comics os direitos do Super-Homem para realizar um ambicioso filme com o herói. A Warner Bros., dona da editora e do personagem, aceitou a proposta com a condição de que os Salkind ficassem responsáveis pelo roteiro, escalação de elenco e diretor, além do financiamento. Para garantir credibilidade ao filme, começaram a procurar nomes de importância em Holywood. Mario Puzo (O Poderoso Chefão) foi contratado para escrever o roteiro de dois filmes com o herói, que seriam rodados simultaneamente. Dois atores consagrados assumiram papéis de destaque: Marlon Brando, uma lenda do cinema, viveria Jor-El, pai biológico do Super-Homem; e Gene Hackman como seu arquiinimigo, Lex Luthor. Já era o suficiente para atrair investimentos internacionais.
Como diretor, foi escolhido o inglês Guy Hamilton, da série 007. Robert Benton, David e Leslie Newman trabalharam em cima do roteiro de Puzo, enxugando os excessos. Um feliz contratempo tornou inviável a participação de Hamilton, e abriu caminho para o diretor Richard Donner, do filme A Profecia (The Omen, 1976), assumir o projeto e mudar seu rumo criativo. A visão corrente era descrita como uma paródia, algo como o seriado do Batman estrelado por Adam West. Para Donner, contudo, o filme só funcionaria numa atmosfera realista, que proporcionasse credibilidade aos elementos fantásticos. Em seu escritório, havia uma placa com o Super-Homem e a palavra "verossimilhança", que se tornou um mantra para todos os envolvidos.
Atores como Robert Redford e Paul Newman foram cogitados para o papel principal, mas Donner estava convicto de que o Super-Homem deveria ser interpretado por um desconhecido. Quando Christopher Reeve foi convidado a fazer o teste, não se mostrou muito interessado no papel. Porém, após ler o roteiro, que desta vez havia sido retocado por Tom Mankiewicks, identificou-se de imediato com o que considerou um exemplo genuíno de mitologia estadunidense. Reeve estava perfeito para o papel de Clark Kent, mas precisava ganhar massa muscular para convencer como Super-Homem. Logo, iniciou um intenso preparo, no qual foi conduzido pelo campeão mundial de halterofilismo David Prowse (que viveu o vilão Darth Vader na trilogia clássica de Star Wars). Seu desempenho foi admirável tanto vivendo Clark Kent quanto como Super-Homem, e o ator imortalizou o papel no imaginário coletivo do público. Inúmeras atrizes fizeram o teste para o papel de Lois Lane, eterno amor do super-herói, entre as quais devem ser mencionadas Lesley Ann Warren, Suzy Blakely e Debra Raffin. Foi Margott Kidder, porém, que conquistou diretor e produtores com seu estilo explosivo.
Com John Williams escalado para compor a trilha sonora, John Barry para os efeitos especiais e o vencedor do Oscar Geofrey Unsworth para a fotografia, a equipe estava formada. Enfrentando atrasos consideráveis nas filmagens, Superman estreou em 15 de dezembro de 1978, recebendo críticas positivas e levando multidões às salas de exibição.
A trama do filme seguiu a origem conhecida das histórias em quadrinhos, com desdobramentos inteligentes. Contribuiu para a isso o fato de Elliot S! Maggin, o roteirista do herói de maior importância desde o início dos anos 1970, ter atuado como consultor criativo, dando verdadeiras aulas sobre o significado mítico do Super-Homem. Desde as primeiras cenas envolvendo o planeta Krypton, os realizadores do filme investiram assumidamente numa abordagem bíblica, com os atores trajando roupas de materiais com reflexos e minúsculas bolas de vidro, falando com elegância e adotando uma metáfora cristã nas falas de Brando. Pela capacidade dos homens para o bem, Jor-El enviara para a Terra seu único filho, a luz que indicaria o caminho para que se tornassem um grande povo.
Com a explosão de Krypton, o pequeno Kal-El chega à Terra e é encontrado por Jonathan e Martha Kent, em Smallville. Numa cena clássica, o bebê levanta o veículo do casal, revelando sua força sobre-humana. A narrativa avança alguns anos para chegar à adolescência do futuro herói. O jovem Clark, interpretado por Jeff East, nutre sentimentos pela bela Lana Lang, mas é hostilizado por seus colegas. O papel dos Kents é ressaltado, com Jonathan afirmando que o filho estava na Terra por algum motivo especial - que definitivamente não seria se exibir. A morte do pai adotivo marca o amadurecimento de Clark, que reconhece suas limitações e parte em busca de seu destino. A partir de um cristal que o acompanhara em sua nave, forma-se no Ártico a Fortaleza da Solidão, onde o espírito de Jor-El revela sua missão de inspirar a humanidade através de seus atos. Após anos aprendendo os segredos do universo, ele ressurge já trajando a capa vermelha e o uniforme azul com um "S" estilizado no peito.
Bem-vindo à Cidade do Futuro
Para a cidade de Smallville, havia sido adotado um visual inspirado no pintor realista Norman Rockwell, consagrado por retratar os costumes da América. Quando o filme muda o foco para Metrópolis, usa-se muito de Nova York como modelo. A grande virada está na chegada de Clark Kent ao Planeta Diário, o maior jornal do mundo, e seu encontro com o editor-chefe Perry White, o fotógrafo Jimmy Olsen e, sobretudo, Lois Lane.
Na visão de Donner, o foco do filme deveria estar no romance entre os dois personagens, e a dicotomia entre Super-Homem e seu alter ego Clark Kent seria fundamental. A forma como Christopher Reeve realizou a tarefa foi uma proeza única. No lado heróico, Reeve decidiu não exagerar, permitindo que a fantasia agisse por si própria. Os tempos haviam mudado desde a interpretação de George Reeves na série televisiva, portanto acreditava que um Super-Homem mais humilde seria ideal. Para Clark Kent, inspirou-se no ator Cary Grant, compondo um tipo desajeitado e inseguro. A química funcionou perfeitamente, conforme o modelo dos quadrinhos. Lois ficava deslumbrada na presença do Super-Homem, e não se impressionava com Clark. A cena em que o Super-Homem voa com Lois Lane e ouvimos seus pensamentos é de uma beleza incomparável e encanta qualquer um.
O Lex Luthor de Gene Hackman é um gênio criminoso vivendo no subsolo da cidade, com planos de destruir a Califórnia para enriquecer com suas terras recém-adquiridas. Trata-se de uma abordagem simples para o vilão, que não aparece como a figura psicótica de motivações dúbias a que estamos acostumados. Ainda assim, Hackman interpreta o personagem com irreverência e sofisticação.
A conclusão da história, na qual o Super-Homem reverte o curso da história, é um ponto controverso. No entanto, foi neste momento também que enxergamos toda a sua humanidade e sentimos a força de um amor capaz de superar qualquer desafio.
Por conta de desentendimentos e questões burocráticas, Richard Donner foi afastado da direção do segundo filme da série, que ficou a cargo de Richard Lester. Como muito já havia sido filmado, Superman II manteve a força do original. Este ponto, porém, marcou o início da queda na qualidade da franquia cinematográfica do Super-Homem, com seqüências cada vez piores.
Não é para menos que Bryan Singer decidiu seguir especialmente o filme original como base de Superman - O Retorno. A música-tema de John Willians é reconhecida universalmente. Christopher Reeve provou ser um herói também em sua vida pessoal. O filme ainda nos faz acreditar que o homem pode voar, além de lutar pelo bem de todos os seus semelhantes. O maior herói de todos os tempos, um salvador, um exemplo a ser seguido e a realização de nossas fantasias; além de tudo isso, o Super-Homem se revelou, mais do que nunca, o que diz em resposta a Lois, quando se conhecem: um amigo.







Nessa temporada, Clark Kent participa de duas realidades opostas: A da destruição do Planeta Terra, causada pelo Major Zod escravizando os seres humanos e trazendo a morte para sua melhor amiga Chloe Sullivan, e a realidade presente da qual ele necessita mudar para que tais eventos não ocorram no futuro.
Clark, Chloe e Oliver Queen estiveram bem ocupados neste ano, pois a ameaça de Zod é real e o mundo precisou mais do que nunca de heróis.
A "Sociedade da Justiça" (formada por Gavião-Negro, Dr. Destino e Stargirl) ensinou a esse trio a essência de uma equipe e a confiança que cada um deve depositar no outro para que os dias que virão a seguir sejam cheios de paz.
Lois encontrou Amanda Waller, a líder de uma perigosa e secreta organização governamental, intitulada Xeque-Mate. Oliver é sequestrado pela Xeque-Mate para ser recrutado e revelar a identidade dos membros da Liga da Justiça. Ele consegue escapar e pede ajuda à Clark. Enquanto isso, Chloe é sequestrada também e ao tentar regastá-la, Clark fica cara a cara com Waller, revelando assim sua identidade. Porém, depois, John Jones (o Caçador de Marte) apaga a memória dela. A organização também compra briga com Zod, ao ameaçar os kandorianos e causar a morte de Faora, o que desperta a ira do vilão, que destrói o QG do Xeque-Mate e elimina os agentes para sempre.
No episódio final da temporada, Tess confronta Zod na Fortaleza para salvar Clark, porém o vilão a queima com sua visão de calor e a deixa para morrer antes de destruir o painel da Fortaleza. Clark leva Tess ao hospital, onde ela diz que há um segundo painel para ativar o Livro de Rao (uma chave que abre um portal para mandar os kandorianos a outra dimensão). Mais tarde ela é declarada morta. Zod finge ser o Borrão, mas ataca Lois quando ela descobre que ele não é o verdadeiro herói. Contudo, ela é salva por Clark que a beija e nisso Lois descobre que Clark é o Borrão. A tropa de Zod concorda em ir para um novo lar. Mas Zod se nega a ir e usa uma adaga de kryptonita azul, assim ele e Clark viram humanos e não serão banidos. Após lutarem entre si no alto de uma torre, Clark intencionalmente se apunhala e cai do prédio, deixando Zod sem proteção e fazendo com que ele seja banido. Enquanto isso, Chloe se desespera quando Oliver é raptado.
Depois de tudo o que aconteceu com o ARV, Lois diz para Clark que é melhor fazer de "Clark Kent" esquecível e inábil para que as pessoas não suspeitem que ele é o Borrão. No entanto, os dois ficam chocados quando um famoso super-herói vem do futuro, o Gladiador Dourado, fazendo varreduras na cidade e começa a fazer guarda e posando para a mídia, tendo conquistado completamente a cidade de Metropolis. Gladiador começa sua campanha para tomar o lugar do Borrão como o "Maior Super-Herói do Mundo" e tenta convencer Lois com charme a escrever uma história sobre ele, mas ela não está para brincadeira e começa sua própria campanha para o Borrão. Durante um salvamento do Gladiador, uma arma alienígena na forma de um escaravelho cai de um caminhão e cai nas mãos de um menino chamado Jaime Reyes, transformando-o no Besouro Azul. Infelizmente Jaime é incapaz de controlar o processo e Besouro Azul começa a atacar Metropolis. Nisso, o Borrão e o Gladiador precisam se unir para salvar a cidade e também o garoto. Mais um memorável episódio escrito por Geoff Johns ("Legion" e "Absolute Justice"), que marcou como o primeiro episódio a Clark usar o óculos em mais de 90% do episódio.